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A relação com o Cristo pobre

Como Francisco, também Clara seguia o Evangelho. Sua atitude se fundamenta na profunda admiração e no silêncio, na meditação penetrante da realidade da fé, que Deus se revela de modo incrível, fazendo-se homem, carne, pobre. Este é o núcleo central do carisma francisclariano:

 

 

 

 

“Neste espelho, portanto, resplandecem a santa pobreza, a sagrada humildade e a inefável caridade, como nele poderás, com a graça de Deus contemplar.

 

Atende, digo-te, àquilo que este espelho mostra em primeiro lugar, a saber, a pobreza daquele que está deitado no presépio, envolto em panos.

 

 Ó admirável humildade, ó estupenda pobreza.

 O Rei dos anjos, Senhor do céu e da terra, repousa numa manjedoura.

Contempla o que te mostra esse espelho em seguida: a humildade junto com a santa pobreza e tantas fadigas e dores que Ele suportou pela redenção do gênero humano.

 

Por fim, observa nesse mesmo espelho a inefável caridade com que quis sofrer na cruz e nela morrer a morte mais cruel.

 

Colocado no lenho da cruz, esse mesmo espelho adverte aos que passam dizendo:

‘Ó vós todos, que passais pelo caminho, olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta’ Respondamos a ele que clama e geme, assim nos exorta esse espelho, com uma só voz e com um só espírito:

 ‘A pensar nisto sem cessar, a minha alma desfalece dentro de mim’

 

(4CtIn 15-24).

 

CCFMC Lição 19, C 2.3

 

10.06.2009