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Pobre para os Pobres

Uma história de Natal pouco conventional
 
 
Aconteceu na Praça da Paz celestial:
Muita gente estava reunida de diferentes raças, nações, religiões e séculos.

De repente, o belíssimo nome desta praça começou a diluir-se, tornando-se um verbo:
A paz celestial passou para as pessoas.

Todas se aproximaram umas das outras, como dirigidos por uma mão invisível, se entreolharam
e começaram a falar, entendendo-se mutuamente.

"Como é possível que nós nos entendemos?"
se perguntaram, maravilhados de que cada um ouvisse os outros falar em sua própria língua materna.

Hotentotes e habitantes das Ilhas do Pacífico, gente de olhos oblíquos,
espertalhões de Wall Street, e até os que surgiam do inferno das drogas.

Havia gente da Albânia e de Soweto,
partidários de Khomeini e de Lefèbre, Budistas, Hindus e fãs da Nova Era.

Estavam lá também cristãos de todos os tipos,
ortodoxos e seguidores de Zwinglio, Católicos tradicionais e pentecostais,
presbiterianos e neo–catecúmenos.

Também vieram católicos romanos
assim como o Papa acompanhado por alguns homens do Vaticano.
Havia também fieis das comunidades de base da Nicarágua e gente de Leipzig.

Cristãos e cristãs que costumam brigar entre si
ou nem tomam conhecimento uns dos outros.

Havia aqueles que costumam seguir mais ao dinheiro
do que ao espirito, mais à lei do que ao amor.

Ali encontramos Rosa Luxemburgo e a Maria de Nazaré,
Che Guevara e o profeta Elias, Joana d’Arc e as Mães da Praça de Maio,
Moisés e Gorbatschow, Nelson Mandela junto com Botha.

Muitos vieram com o corpo em chagas; suas correntes caindo no chão.
Outros tinham chicotes nas suas mãos que eles deixaram cair.

De repente, todos se entendiam.
Surpresos e confusos se perguntaram sobre o que tudo isto significava...

Então ouviam uma voz ressonado, não na imensa praça,
mas cada um a ouvia no seu próprio interior.

Esta voz era leve como uma brisa, quase imperceptível:
"Dentro de Vós, sou EU a VOSSA PAZ,

a paz celestial."

Louis Zimmermann (segundo At 2)
CCFMC, Lição 21,2

"Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos
quais ele concede o seu favor".

(Lucas 2,14)

18.12.2003